SES-PE promove III Simpósio Pernambucano de Cuidados Paliativos e exposição fotográfica

A programação acontece nesta sexta-feira (6/11), com debates sobre a organização da assistência em Pernambuco. A exposição fotográfica que ficará aberta à visitação até o dia 11 de novembro
“A gente trabalha com a dor total, que envolve a dimensão espiritual, psíquica e social”. Foi com essas palavras que a médica paliativista e secretária estadual de Saúde de Pernambuco (SES-PE), Zilda Cavalcanti, definiu a abordagem dos cuidados paliativos, tema do III Simpósio Pernambucano de Cuidados Paliativos, que está sendo promovido pela SES-PE, nesta sexta-feira (06/11), das 8h às 18h, na sede da pasta, no bairro de Santo Amaro, no Recife. A iniciativa reuniu profissionais e gestores para discutir os avanços, os desafios e a organização da assistência em cuidados paliativos na rede estadual de saúde.
“O papel do paliativista precisa respeitar a especificidade de cada pessoa, porque cada um tem suas próprias referências. O que faz sentido para alguém do Sertão pode ser diferente para uma pessoa da capital. A gente trabalha com a dor total, que envolve a dimensão espiritual, psíquica e social, e trazer estratégias de cuidado através da arte faz todo sentido para proporcionar mais conforto nesse momento”, destacou a gestora.
A secretária também destacou os avanços alcançados na organização dos cuidados paliativos em Pernambuco e a importância de seguir fortalecendo essa assistência. Ao comentar os desafios enfrentados pelos profissionais nos territórios, ressaltou a necessidade de persistência e de um atendimento pautado na escuta e na empatia. “Cuidado paliativo é resiliência, é trabalhar com o que a gente tem, fazer o melhor com o que a gente tem. Primeiro a gente começa, depois a gente melhora. Não é somente perguntar, é ficar para ouvir a resposta. É escutar com o coração, com a mente, com o sentimento, com a empatia e com a compaixão. Isso é o que faz a diferença”, afirmou a secretária.
O simpósio tem como objetivo promover a troca de conhecimentos e a construção coletiva de boas práticas, considerando as diferentes realidades e necessidades dos serviços de saúde em Pernambuco. O encontro conta com a participação de profissionais, gestores e outros atores envolvidos na assistência, que compartilham conhecimentos e discutem os desafios relacionados a esse cuidado.
“É um espaço para que a gente possa conversar mais sobre o tema, fazer uma construção mais coletiva sobre a boa prática em cuidado paliativo, conhecendo e respeitando as diferenças e toda a heterogeneidade do Estado”, destacou o médico paliativista da SES-PE, Wagner Reis.
A demanda por esse tipo de assistência reforça a importância da organização da rede de atendimento para atender as diferentes necessidades dos pacientes. Em Pernambuco, a estimativa é de que 90.518 pessoas por ano necessitem de cuidados paliativos.
A programação também conta com uma conferência sobre a trajetória dos cuidados paliativos, a consolidação dessa linha de cuidado na Rede de Atenção à Saúde (RAS) e a avaliação da qualidade da assistência. Ao longo do dia, serão realizadas mesas-redondas sobre o cuidado multiprofissional à pessoa e à família, o controle da dor, o acompanhamento familiar e a construção de planos avançados de cuidado na pediatria.
EXPOSIÇÃO – Também foi lançada a exposição fotográfica “Museu do que ainda importa: Tramas, nós e enlaces de uma vida”. A proposta da mostra foi apresentar os cuidados paliativos por meio de histórias, lembranças e vínculos que fizeram parte da vida de cada paciente. As dez fotografias, que foram realizadas pela fotógrafa da SES-PE, Vivian Ramos, utilizam objetos e elementos do cotidiano para representar memórias afetivas, desejos e momentos de convivência familiar. A exposição fica aberta na sede da SES-PE em Santo Amaro, no Recife, e a visitação poderá ser feita até o dia 11 de novembro.
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