UPA São Lourenço da Mata orienta sobre sinais de alerta do AVC
A perda repentina de força em um lado do corpo, a boca torta e a dificuldade para falar estão entre os principais sinais de um Acidente Vascular Cerebral (AVC). No Dia Mundial do AVC, lembrado em 29 de outubro, a UPA São Lourenço da Mata alerta para a importância de reconhecer os sintomas e agir rapidamente diante da suspeita da doença.
Segundo o médico Marcos Assis, o AVC pode provocar alterações súbitas que precisam ser identificadas sem demora. Uma maneira simples de observar alguns desses sinais é pedir que a pessoa sorria, levante os dois braços e fale uma frase. Assimetria no sorriso, dificuldade para erguer um dos braços ou alterações na fala são motivos para suspeitar de um AVC. Alterações repentinas na visão e perda de equilíbrio também merecem atenção.
“É importante que as pessoas saibam reconhecer esses sinais, porque o AVC pode acontecer de forma repentina. Se alguém apresentar dificuldade para falar, perda de força de um lado do corpo ou alteração no sorriso, por exemplo, não se deve esperar que outros sintomas apareçam. A suspeita já é motivo para buscar ajuda imediatamente”, orienta Marcos Assis.
Diante desses sinais, a recomendação é acionar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), pelo número 192, e informar quando os sintomas começaram. Essa informação ajuda a equipe de saúde na avaliação do caso e na definição da conduta adequada.
Na UPA São Lourenço da Mata, o atendimento envolve o reconhecimento rápido dos sintomas, os primeiros cuidados e a estabilização do paciente. Quando necessário, a equipe organiza a transferência para um hospital de referência, onde será realizada a avaliação especializada e definido o tratamento indicado.
“Um ponto importante é que os sintomas podem melhorar depois de alguns minutos, mas isso não significa que o risco acabou. A pessoa pode voltar a falar ou movimentar o braço normalmente e, ainda assim, precisar de avaliação médica urgente. Por isso, não se deve esperar para ver se o quadro melhora nem adiar a procura por assistência”, alerta o médico.
Outro cuidado é evitar tentativas de tratamento em casa. Oferecer medicamentos por conta própria, água ou alimentos pode trazer riscos ao paciente. A conduta correta é acionar o SAMU e seguir as orientações da equipe de atendimento.
Prevenção
A pressão alta é um dos principais fatores de risco para o AVC. Diabetes, colesterol elevado, tabagismo, obesidade, sedentarismo e algumas doenças cardíacas também aumentam a probabilidade de ocorrência da doença.
De acordo com Marcos Assis, o acompanhamento regular da saúde é fundamental para identificar e controlar esses fatores. “A prevenção passa principalmente pelo controle da pressão arterial, do diabetes e do colesterol, além de hábitos como manter uma alimentação saudável, praticar atividades físicas e não fumar. É importante realizar consultas e seguir as orientações dos profissionais de saúde, mesmo quando a pessoa não apresenta sintomas”, destaca.
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