Após anos de serviço na Polícia Militar do Piauí, cão policial Apolo se aposenta e ganha novo lar

O pastor alemão Apolo, de sete anos, encerrou sua trajetória operacional na Polícia Militar do Piauí nesta quinta-feira (5). Para marcar esse momento, policiais da Companhia de Policiamento com Cães se reuniram no Canil da PMPI, na zona Leste de Teresina, em uma homenagem ao companheiro que, desde 2019, participou de diversas ações de combate ao crime. Agora, ele inicia uma nova etapa, com uma rotina diferente e a companhia de tutora que já conhece bem.
Apolo chegou ao Canil em 2019, após ser doado por um sargento do Acre. Especializado no faro de entorpecentes, armas e munições, o cão teve uma trajetória marcada pelo trabalho operacional e pela contribuição às ações de segurança pública no estado.
A decisão pela aposentadoria faz parte do planejamento da unidade para proporcionar aos cães policiais uma nova rotina após anos de serviço. Segundo o tenente Jorge, comandante da Companhia de Policiamento com Cães da PMPI, o momento representa o reconhecimento pela dedicação de Apolo. “Dentro do planejamento da nossa unidade e do compromisso que temos com o bem-estar dos cães policiais, chegou o momento de Apolo iniciar uma nova etapa, com uma rotina mais sossegada no final da carreira operacional, após anos de dedicação à nossa unidade”, destacou.
A nova fase será vivida ao lado de alguém que já conhece bem o companheiro de quatro patas. A cabo Andressa, que construiu um vínculo especial com Apolo durante o período de trabalho no Canil, será sua tutora na aposentadoria. A escolha também segue uma prática comum nas unidades policiais: dar preferência aos próprios integrantes do Canil, especialmente aos policiais que desenvolveram uma relação mais próxima com os cães.
“Hoje o Apolo inicia um novo ciclo na vida dele, em que vai poder ir para casa, desfrutar de muito amor e novos cuidados, como merece”, afirmou a cabo Andressa.
A história de Apolo também tem um capítulo especial na sua chegada ao Piauí. O sargento Tavares, atualmente lotado no Gamil, participou da homenagem e relembrou como o cão foi trazido do Acre para integrar a Polícia Militar piauiense. A doação foi feita pelo sargento Gonzaga, da PM do Acre, amigo de Tavares desde um curso realizado em 2011, no Ceará. Anos depois, em um reencontro no Rio de Janeiro, em 2016, surgiu a oportunidade de receber o filhote, que já apresentava linhagem de trabalho e aptidão para o faro.
“Foi um cão que trouxe um benefício grande para a sociedade do Estado do Piauí e dedicou-se aqui ao longo de sua jornada de trabalho ao combate do uso de entorpecentes”, ressaltou Tavares.


